terça-feira, 5 de abril de 2016

El Tango del D10S


Much has been said in the last weekend about Pelé's 70th birthday, but not not a lot of people know that tomorrow is an another football genius birthday: Don Diego Armando Maradona is turning 50.

It's possible that someone will ask me: Why writing about Maradona and not Pelé's birthday? I do not intend to start another debate of who was the better. I think that's useless. My choice has is based in two main reasons: 1- I saw Maradona playing but I didn't see Pelé; 2- The truth is that, there is no doubt in my mind that a character, "El Pibe" is much more interesting than the "Athlete of the Century"

I always say that if someday someone, who doesn't know Maradona's story, watch a movie about his life, would not be really sure if he is a good or a bad guy until the last scene. Diego is one of those characters who never goes unnoticed. It's impossible to be indifferent to him. He always aroused passions with the same ease that arouses hatred. Drug addicted, arrogant, delinquent, cheater, self-destructive... The controversy and talent were always together as key drivers of his life. Diego is not a role model as a man, as a father, as an athlete, but even though he has a huge legion of fans, not only in Argentina but all around the world. The passion that this fans has no precedent in football history. And there is a simple explanation for that behavior: Maradona is human...

Although he's called D10S (God) in Argentina, Diego probably is the most human between all the football gods. Everything he done in his life, good or bad, was done with tremendous intensity. People like that, made them feel closer to their idol. Each time he fought for a loose ball, each time he celebrated his goals with bulging neck veins, each fight, each time he went to rehab, he always seem so human. Maradona is authentic, real, passional... His life could easily be a tango song. Nothing else could be more dramatic, more intense, more Argentinean, more Maradona...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

You're the best team I've ever seen



O ano era 1979 e o cantor inglês de origem escocesa Rod Stewart estava no auge da sua carreira. Rod, que havia sido jogador de futebol amador, seguia sua rotina de lançar um sucesso após o outro quando gravou You're in my Heart (The Final Acclaim). Como era de se esperar, a canção atingiu o número um das paradas e virou mais um de seus clássicos. Clássico que trazia em um determinado verso da canção, uma homenagem ao clube do coração do cantor, o Celtic da Escócia. Referindo-se a seu time como o melhor time que ele já tinha visto, Rod talvez não tenha sido muito realista, mas certamente hoje esse é o sentimento de cada torcedor da equipe escocesa. Em uma das maiores zebras dos últimos tempos, o Celtic venceu ontem a tarde o todo poderoso Barcelona de Messi e companhia por 2 a 1 pela 4a rodada da primeira fase da Liga dos Campeões da Europa.

Apesar do resultado de ontem não ter acontecido em uma final ou em algum jogo decisivo, ele mostra o quão imprevisível é o futebol. Mesmo que na maioria das vezes o melhor vença, sempre há espaço para surpresas como a que acompanhamos nessa rodada da Liga. Provavelmente esse é o grande atrativo do futebol, afinal em nenhum outro esporte o improvável dá as caras com tanta frequência. O histórico dessas surpresas é extenso e inclui partidas que se tornaram duelos históricos. Em 1930, o Uruguai venceu a favorita Argentina no final da primeira Copa do Mundo. No Mundial de 1950, na partida que até hoje é considerada a maior zebra de todos os tempos, a equipe dos Estados Unidos formada apenas por amadores venceu a Inglaterra, uma das melhores equipes da época, em uma partida que acabou até virando filme. Na Copa de 1954, na Suíça, a Hungria de Puskás e Kocsis, um dos maiores times de todos os tempos foi derrotada de virada pela Alemanha na decisão, após ter aberto 2 a 0 em apenas 8 minutos de jogo. Em 1982, o Brasil, então melhor time de futebol do mundo, vindo de 4 vitórias convincentes, foi surpreendida e eliminada pela Itália de Paolo Rossi, que fazia até aquele momento uma Copa sofrível, tendo conquistado apenas uma vitória em 4 partidas. Zebra histórica.

No futebol brasileiro, a Copa do Brasil tem sido o principal palco para visita do simpático animal listrado. Já tivemos campeões como o Criciúma de 1991, comandado pelo então desconhecido treinador Luís Felipe Scolari ou aquele Juventude que conquistou a taça em 1999 diante de um Maracanã com mais de 100 mil botafoguenses. Em 2004, o Santo André derrotou o Flamengo no maior estádio do mundo, e sagrou-se campeão daquele certame que também ficou marcado pela bela campanha do desconhecidíssimo XV de Campo Bom, que conseguiu chegar até a semifinal. Um ano depois foi a vez do Fluminense perder o título para o Paulista de Jundiaí, em São Januário, estádio que algumas rodadas antes já havia visto o Vasco da Gama ser eliminado pelo Baraúnas de Cícero Ramalho, folclórico atacante do futebol nordestino que na época já havia passado dos 40 anos de idade. Também vimos o Palmeiras ser eliminado pelo Asa de Arapiraca, o Ceará e o Brasiliense serem vice campeões, o Londrina eliminar o Internacional, o Corinthians perder uma final para o Sport mesmo após uma confortável vitória por 3 a 1 no primeiro jogo da decisão. Enfim são surpresas das mais diversas que tornam a Copa do Brasil um torneio tão charmoso.

A verdade é que seja em jogos de Copa do Mundo, da Copa do Brasil ou em qualquer campeonato pelo mundo, o futebol nos ensina lições incríveis de superação. Favoritos sempre serão favoritos, mas aquela velha máxima de que não se vence jogo algum antes da bola rolar, não poderia ser mais verdadeira. Futebol se ganha no campo... A história nos tem ensinado isso. É por isso que o futebol é tão apaixonante, o esporte mais popular do planeta e enquando houver espaço para surpresas desse tipo continuará conquistando fãs e proporcionando momentos capazes de emocionar multidões e marcar gerações inteiras. Viva o futebol e viva a zebra! Afinal, assim como o Celtic de Rod Stewart, qualquer time pode ser o melhor time do mundo, nem que seja somente por uma tarde...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Queda do Império Adriano


Bastaram 75 dias para o Imperador Adriano terminar de maneira melancólica sua terceira passagem pelo Flamengo. Através de um comunicado a imprensa emitido nessa segunda-feira, o atacante se despediu do clube, antecipando uma decisão que já havia sido tomada pela diretoria desde a última sexta-feira. Depois de uma passagem sem gols pela Roma e outra onde marcou apenas 2 gols pelo Corinthians, o herói do hexa flamenguista em 2009 parece ter se superado dessa vez. Em pouco mais de 2 meses de Flamengo, Adriano não entrou em campo sequer uma vez e como era de se esperar, fora do campo manteve sua rotina de polêmicas, indisciplina e desrespeito com seus companheiros, torcedores e principalmente com sua própria história na Gávea.

A verdade é que falar sobre o histórico do Imperador fora das quatro linhas tornou-se lugar comum. Seu péssimo comportamento não é novidade para ninguém, mas ainda assim, existia uma expectativa que os ares do Flamengo, o carinho dos torcedores e a proximidade de familiares e amigos no Rio pudesse ajuda-lo nesse processo de recuperação. A presidente Patrícia Amorim, pressionada pelos maus resultado do time no ano, resolveu fazer essa aposta. A esperança do atacante voltar aos seus melhores dias na Gávea, um factóide criado pela própria diretoria rubro-negra justificou a contratação. O status de ídolo que Adriano ainda gozava com grande parcela dos torcedores foi crucial no processo. Fato é que ninguém de boa fé e em sã consciência, que pensasse com o mínimo de razão podia acreditar no sucesso dessa aposta. A tragédia era anunciada.

Quando foi craque, artilheiro e herói do título rubro-negro de 2009, Adriano, que já vivia processo de precoce decadência, conseguiu surpreendentemente compensar dentro do campo, as dores de cabeça que dava fora dele desde os seus dias de Inter de Milão. Para isso ser possível, a medida que seu futebol correspondia as expectativas da torcida, Adriano contava com a benevolência da então diretoria flamenguista que encobria sistematicamente seus deslizes fora dele, que incluiam faltas e atrasos nos treinamentos, noitadas varando a madrugada, brigas públicas com a então noiva e até relações mal explicadas com traficantes de drogas. Valeu à pena? No curto prazo sim, afinal o Flamengo quebrou um jejum de 17 anos e voltou a conquistar o título nacional. Entretanto, a atitude conivente dos dirigentes acabou legitimando a conduta cada vez menos profissional do atacante. O Imperador estava acima do bem e do mal e sentindo-se ainda mais a vontade para agir da maneira que bem entendesse. Daí para frente movido por uma prepotência incomensurável, Adriano não se enquadrou em nenhum projeto, não aceitou se submeter a hierarquia de clube algum e insistiu em justificar tudo sob uma ótica de "favelado perseguido". Pura balela...

Agora, prestes a fazer 31 anos, sem jogar bem há 3 anos, frequentando mais as páginas de fofoca e até as policias que os cadernos de esporte dos jornais, Adriano vai precisar recomeçar mais uma vez. Mas com seu histórico, quem terá coragem de dar uma nova oportunidade para ele? Como acreditar nas boas intenções de um jogador que saiu pelas portas dos fundos de todos os clubes que passou nos últimos anos? Me parece improvável que alguma equipe de ponta, tanto no Brasil como no exterior, invista nesse projeto. É uma aposta arriscada demais e com o retorno cada vez menor.. Eu não apostaria nem um centavo. 


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Desfecho prematuro


Fim da 33a rodada, e o longuíssimo Campeonato Brasileiro se aproxima do final. Depois de 330 jogos disputados, estamos chegando à melhor parte da competição. Aquela recheada de jogos decisivos, cheios de emoção, festa, drama, dor... A torcida, que durante esses 6 meses de campeonato muitas vezes esteve afastada, distante e mais preocupada com o desfecho da novela das 8, agora volta atenção total ao Brasileirão. Veremos arquibancadas cheias por todo o país, que irá parar para acompanhar o desfecho da competição. Mas calma aí, diferente do final de Avenida Brasil, onde só soubemos quem matou o Max no último capítulo, o desfecho desse Campeonato Brasileiro parece decidido, mesmo a cinco rodadas do fim.O Fluminense, embora não seja matematicamente confirmado, será campeão brasileiro.

Nesse ano de 2012, o Campeonato Brasileiro comemora sua décima edição por pontos corridos, formato que parece cada vez mais consolidado. Competições desorganizadas e com fórmulas mirabolantes são hoje coisa do passado. Os clubes hoje podem planejar seu ano com maior clareza, o torcedor pode fazer seu pacote de sócio-torcedor para obter ingressos para toda a temporada. Tudo isso sem surpresas desagradáveis. O futebol brasileiro hoje é muito mais forte, organizado e transparente. O êxodo de jogadores que ocorria anualmente de forma impressionante parece ter sido controlado e hoje, embora ainda não tenhamos o poderia econômico dos ingleses, espanhóis e italianos, podemos ver um campeonato com craques jovens e veteranos. Neymar, Ronaldinho, Deco, Seedorf, Juninho, Luís Fabiano, Ganso, Fred, Vagner Love, Fórlan, Kleber Gladiador, Montillo, Valdívia, Lucas, Leandro Damião... Não são poucos os jogadores de primeira linha que hoje desfilam seu talento no futebol brasileiro. Mas mesmo assim, olhamos para as arquibancadas e as vemos vazia na grande maioria das partidas.

Ingressos caros, violência, proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios, dificuldade de acesso, meios de transporte deficientes, partidas em horários ruins... Enfim, são diversas as razões que afastam nosso torcedor das arquibancadas. Mas exceto a questão do consumo de álcool nos estádios, todas as outras já existiam a 20, 30 anos atrás, quando qualquer clássico meia boca, botava 50 mil pessoas no Maracanã. O que aconteceu então? Seria incoerente colocar a culpa no campeonato por pontos corridos, afinal as médias de público nesses últimos dez anos são muito semelhantes as dos dez anos anteriores quando o campeonato ainda não era disputado nesse formato. Entretanto era de se esperar que, com um maior nível de organização e com um maior número de jogadores de destaque atuando por aqui, as arquibancadas andassem mais cheias. Mas como encher estádios em um campeonato que se estende por 38 rodadas e há cinco rodadas do final já temos definidos o campeão brasileiro e todas as vagas para a Libertadores do próximo ano?

Não pretendo aqui detonar o formato do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, até porque o nosso futebol teve importantes conquistas na última década, mas fica muito evidente que, embora esse formato seja o mais justo, em muitas oportunidades ele se torna desinteressantes bem antes da última rodada. Falando em números, essa será a quarta vez desde 2003 que o título será decidido antecipadamente, ou seja, em 40% das vezes que o campeonato foi disputado em pontos corridos chegamos na última rodada com o campeão já definido (Cruzeiro em 2003, São Paulo em 2006 e 2007 e agora o Fluminense de 2012). Em uma época onde discutimos tanto como atrair o torcedor para o estádio, não podemos nos dar ao luxo de perdermos o interesse do espectador logo no momento mais esperado da competição. Temos que encontrar meios de manter o interesse do consumidor desse produto até o último suspiro do último jogo da última rodada. E como fazer isso? O caminho passa obrigatoriamente por repensar esse modelo... Não podemos perder essa oportunidade...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Jogão com cara decisão


Amanhã, no encerramento da 33a rodada do Campeonato Brasileiro, o vice-líder Atlético Mineiro recebe o Flamengo em um jogo fundamental para as pretensões da equipe mineira. Com 9 pontos de diferença para descontar em relação ao Fluminense, a vitória é o único resultado que interessa ao Galo para manter vivo o sonho do título.

Embalado pela vitória da última rodada sobre o líder Flu, o Atlético entrará em campo no Independência como favorito, mas tendo o peso da obrigação de vencer, uma vez que o Fluminense já fez seu dever de casa e venceu o Coritiba no Engenhão em partida que abriu a rodada. Do lado do Flamengo, mesmo que o time ainda conviva com um pequeno risco de queda para a Série B, o rubro-negro entra na partida quase como um franco atirador, o que pode dificultar ainda mais as coisas para o Galo que, embora seja superior tecnicamente, entra em campo bastante pressionado. De fato, conquistar pontos na partida representa afastar definitivamente qualquer chance de rebaixamento para o Flamengo, mas representa muito mais para o rival Fluminense.

Ao final dessa rodada, teremos apenas mais 15 pontos em jogo. Dessa forma um tropeço dos mineiros no jogo de amanhã praticamente asseugura que o destino da taça ao final do certame seja a sala de troféus das Laranjeiras. Por essa razão os torcedores do Tricolor estão de olho nesse jogo e confiantes em mais uma ajuda dos flamenguistas, que há pouco mais de um mês atrás fizeram sua melhor partida do campeonato diante desse mesmo Galo, em partida que terminou com vitória rubro-negra por 2 a 1. Partida imprevisível e promessa de jogão!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Messi e a Copa do Mundo


Nesta semana que passou muito se falou na possibilidade de Lionel Messi bater o recorde de gols de Pelé em um só ano. Faltando cerca de dois meses para o final do ano, o argentino já soma 71 gols, apenas 4 a menos que o "Rei do Futebol", que no longínquo ano de 1959 balançou as redes 75 vezes. Considerando que somando jogos do Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Liga dos Campeões e seleção argentina, Messi ainda pode vir a jogar 18 partidas, parece então muito improvável que ele não consiga bater a marca de Pelé.

Aos 25 anos de idade, o "Pulga" coleciona títulos, prêmios e recordes. Eleito o melhor jogador do mundo três vezes consecutivas pela FIFA, Messi já é o maior artilheiro e melhor jogador da história do Barcelona com um currículo absolutamente invejável no clube catalão. Duas vezes campeão mundial de clubes, três vezes campeão da Liga dos Campeões, cinco vezes campeão nacional e duas vezes campeão da Copa do Rei, Messi soma ainda números individuais impressionantes tendo sido quatro vezes consecutivas artilheiro da Liga dos Campeões e duas vezes artilheiro do Campeonato Espanhol. Desde o surgimento de Diego Maradona no final dos anos 70, nenhum jogador impressionou tanto quanto o baixinho nascido em 1987 na cidade argentina de Rosário. Mesmo com todo esse currículo, Messi ainda era bastante questionado, principalmente dentro da própria Argentina.

Campeão e melhor jogador do Mundial Sub-20 em 2005 e campeão olímpico em 2008, Messi ainda não brilhou em nenhuma competição oficial com a camisa argentina. Vice-campeão na Copa América de 2007, o craque não conseguiu passar das quartas-de-final em nenhuma das outras competições que fez pela seleção. Na Copa do Mundo de 2006, viu do banco sua seleção cair nos penaltis frente os anfitriões alemães. Já na  Copa da África do Sul em 2010 e na Copa América de 2011 dentro da própria Argentina, Messi chegou como grande estrela e acabou saindo como grande decepção. Embora seja injusto dizer que ele jogou mal essas competições, é impossível negar que seu desempenho foi aquém do esperado, até porque a expectativa que suas atuações no Barça geraram, foi imensa. A desconfiança do povo argentino se intensificou.

Sem chegar a uma final de Copa do Mundo desde 1990, a seleção argentina tem colecionado fracasso após fracasso nos últimos 20 anos. Seu último título foi a Copa América de 1993, e de lá pra cá jogou apenas três finais: as Copas Américas de 2004 e 2007 e a Copa das Confederações de 2005, todas as vezes tendo sido derrotada pela seleção brasileira. A exigente torcida argentina sente e prolongada seca de títulos coloca uma pressão ainda maior nas costas de Messi. Apesar disso, as últimas atuações dele com a camisa albiceleste tem demonstrado que talvez ele não esteja sentindo essa pressão.

Líder e invicta a sete jogos nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2014 a seleção argentina tem tudo para muito em breve carimbar seu passaporte para o Brasil. E obviamente, muito disso se deve a seu maior craque e capitão, que vem fazendo jus a sua fama e liderando a equipe em campo. Com 12 gols em 8 jogos pela seleção em 2012, Messi tornou-se o quarto maior artilheiro albiceleste com 31 gols, a apenas 3 gols de igualar a marca de Maradona, maior ídolo nacional. Jogando a vontade, o pequenino craque vem finalmente mostrando todo seu potencial com a seleção e a torcida tem reconhecido isso. Cada vez mais ovacionado nos estádios, abraçado nas ruas e exaltado nos jornais locais, Messi parece ter finalmente caido nas graças dos argentinos. E tudo isso há apenas dois anos da próxima Copa... E justamente no Brasil...

Tudo parece conspirar para que em 2014, o artilheiro das últimas quatro Ligas dos Campeões da Europa chegue em terras brasileiras no auge, cheio de confiança, apoiado por sua torcida, admirado por jogadores e torcedores adversários, embora cercado de ainda mais expectativas. Será ele capaz de aguentar tamanha pressão? Será a seleção argentina capaz de ajuda-lo minimamente nesse tarefa de reconduzir a seleção argentina a melhores dias? Eu aposto que sim...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

El tango de D10S


Muito se falou no último final de semana do aniversário de 70 de Pelé, mas poucas pessoas sabem que amanhã, dia 30 de outubro, outro gênio do futebol está aniversariando: Don Diego Armando Maradona completa meio século de vida.

Alguém pode perguntar: Por que escrever sobre os 50 de Maradona e não sobre os 70 de Pelé? Não pretendo entrar no infrutífero debate de quem foi melhor... Não vejo a menor utilidade nisso... São gênios de estilos diferentes e épocas diferentes... A minha escolha se deu por dois motivos: Em primeiro lugar, eu vi Maradona jogar e não vi Pelé; Em segundo lugar, a verdade é que não há como se negar que como personagem, o Pibe é muito mais interessante e fascinante que o “Atleta do Século”.

Costumo dizer que se um dia, um desavisado que não conhecesse a história de Maradona, visse um filme sobre sua vida ficaria até a última cena sem saber se o protagonista é vilão ou mocinho. Diego é daqueles personagens que nunca passa despercebido. Não há como se ficar indiferente a ele. Ele sempre despertou paixões com a mesma facilidade que desperta ódio. Drogado, arrogante, arruaceiro, trapaceiro, auto-destutivo... A polêmica sempre marcou a carreira do Pibe com a mesma intensidade que o talento assombroso que destroçava as defesas adversárias. Diego não é um exemplo como homem, como atleta, como pai, mas ainda assim ele tem uma enorme legião de fãs não só na Argentina como em todo o mundo. A paixão de seus fãs por ele é sem precedentes na história do futebol... A relação de fanatismo que envolve Maradona é única... Mas por que isso? O que ele tem de diferente? A resposta é simples: Maradona é humano...

Chamado de D10S na Argentina, Diego talvez seja, dentre os deuses do futebol, aquele que mais se aproxima dos meros mortais. A intensidade que se dedicou a tudo em sua vida, tanto as coisas boas quanto as coisas ruins, fez com que as pessoas se identificassem com ele. A cada vibração exacerbada após um gol, a cada briga em campo, cada vez que se utilizou de estratégias ilícitas em campo, a cada internação em uma clínica de desintoxicação, a cada um desses momentos, Maradona mostrava um lado humano que poucas vezes os ídolos mostram. Maradona é autêntico, é genuíno, é passional... Como não poderia deixar de ser, sua vida poderia ser resumida em um tango... Nada mais dramático, nada mais intenso, nada mais argentino, nada mais Maradona...