segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meu Inesquecível Maraca




Em tempos de nostalgia e de “até logo”, o post de hoje será dedicado a despedida do Maracanã. Aliás, breve despedida, pois são só 3 anos...passa rápido. Mas o que não passa e jamais passará serão as memórias de cada torcedor que se construíram no Maior do Mundo (por mais que diminuam, sempre será o Maior nos corações do carioca).

Todos tivemos inúmeras alegrias, seja na antiga arquibancada de cimento, seja na geral ou nas cadeiras que lá foram instaladas. E na tentativa de aqui deixar uma singela homenagem, estamos abrindo o espaço para que cada um deixe sua maior recordação no estádio.

Como freqüentador desde o inicio dos anos 90, guardo em minha lembrança jogos memoráveis do Vasco, principalmente no fim da década, como os Brasileiros de 97 e 2000 e o Rio-São Paulo de 99. Tenho dentro de mim também a imagem de um Fla-Flu onde o Roger quase meteu um golaço do meio-campo, após o Baixinho ter feito um golaço de voleio, sem falar no Botafogo de 95 com o inspiradíssimo Túlio Maravilha. Porém o jogo que mais me marcou, sem dúvidas foi o Brasil x Uruguai de 93.

Lembro de ter ido com meu pai ao jogo, e no caminho iam se juntando a nós milhares e milhares de pessoas com a camisa do Brasil. De certa forma era a primeira vez que via nossa seleção jogar ao vivo, e mais do que isso, era a primeira vez que via o jogador que mais me marcou até hoje, Romário. Quando soube que seria um dos privilegiados daquela tarde, nos dias anteriores, já alimentado por esse “vício” chamado futebol, lia e relia todo e qualquer jornal que aparecesse com notícias sobre o Brasil. Aprendi com meus 10 anos a época, que o povo cobrava mesmo quando o assunto era seleção, e que Romário era “o cara”.

Chegando ao estádio me deparei com uma massa verde-amarela, que mais do que Brasil, aguardava pelo seu “salvador da pátria”. Também pudera, o Baixinho infernizou a zaga uruguaia, atropelou tudo e a todos, marcou 2 belos gols, o segundo inclusive deixou todo o Urugaui torto como o goleiro e garantiu não só o lugar na Copa de 94, como também o título no ano seguinte. Um detalhe fundamental de minha lembrança, ao marcar o primeiro gol, Romário correu na direção em que eu estava. Surgia ali o meu maior ídolo do futebol (vale lembrar que não acompanhei Pelé e Zico, mas sei de tudo que fizeram). Um 2x0 que lavou a alma (que mané Maracanazo), tirou a tensão de ficar fora de uma Copa e encheu de esperança a nação do futebol.

Foi assim, que dentre várias emoções, recordo de minha maior, talvez a mais marcante, pois se tratava de um menino que descobria ali o verdadeiro amor pelo futebol brasileiro, no Maior do Mundo. E você, qual o seu inesquecível Maraca?